quarta-feira, 17 de junho de 2009

O emprego, finalmente

Depois de passar aquele aperto no emprego que durou um dia, fui recompensada. Dois dias depois, surgiu uma vaga no restaurante japonês onde Cintia trabalhava. Ela falou com o chefe que tinha uma amiga que estava procurando emprego e ele disse para ela me chamar para uma entrevista. Fui toda nervosa, doida para conseguir o emprego. Ele tinha que assinar minha job offer e eu tinha que, finalmente, ganhar dinheiro. Quando cheguei lá, vi uma família de japas sentada no balcão e Cintia logo veio me apresentando para um deles, Kaz, o dono do restaurante. Quase morri de felicidade quando ela perguntou “você quer conversar com ela?” e ele respondeu “não, não, explica o trabalho pra ela aí”. Só conseguia pensar se aquilo queria dizer que eu estava empregada. A resposta veio logo: eu tinha conseguido emprego e job offer assinada.

O restaurante era pequeno, tinha nove mesas e dois balcões de bar. Os funcionários eram: o espanhol Mário, o chefe de cozinha; o também espanhol Pablo, aprendiz de chefe; o japonês Kaz, proprietário; os americanos Patrick e Christina, garçons; a sul-africana Samantha, garçonete; e Cintia e eu, as garçonetes brasileiras.

Já no dia da pseudo-entrevista de emprego, Cintia e Samantha me treinaram, explicaram como funcionava tudo, como pegar pedidos, o nome dos pratos, a servir água assim que o cliente chegar, a conduzi-lo até a mesa e entregar o cardápio, os tipos de cerveja e de saquê, como fazer o chá verde, a colocar um guardanapo e uma colher quando era sopa e a tampa quando era arroz, enfim, me falaram sobre tudo. Saí de lá zonza de tanta informação, carregando um cardápio para casa, afinal, para pegar pedidos era fundamental entender os pratos.

No começo, ficava muito insegura para atender as mesas. Tinha medo de não entender o que os clientes iam falar, de não saber expressar o que eu estava pensando (inseguranças de quem está começando a, de fato, praticar o inglês) e medo, mas muito medo mesmo, de não conhecer os pratos e, consequentemente, não conseguir pegar os pedidos. Mas, com o tempo, fui me acostumando com tudo, com a rotina do trabalho, a conversar em inglês sem medo, aprendi tudo sobre os pratos (aprendi do que eram feitos e etc. – sempre tinha um cliente que perguntava algum detalhe) e passei a ir trabalhar tranquila, diferente da Paula nervosa e medrosa do começo.

2 comentários:

Cintia disse...

cadê o Romitoooooo?

Paula Falcão disse...

geeeeente, como nao escrevi o nome do Romy? Claro que não esqueci, impossível esquecer nosso peruano preferido :( Vou fazer uma homenagem a ele em algum post, para me retratar. hahahaha