Como já disse, a chegada de 2009 trazia mais esperança de conseguir emprego. Era o que os americanos diziam: “em janeiro o número de turistas vai aumentar e a demanda por funcionários, também”. Assim como a Anne, muitos brasileiros não agüentaram esperar em Breckenridge e se mudaram ainda em dezembro. E, na primeira semana de janeiro, a esperança dos meus outros roomates estava bem minada. Para a infelicidade geral da casa, Mateus (Negão e Big Nigger para os mais íntimos) resolveu voltar para o Brasil, no dia 8 de janeiro. Os que restaram já estavam pesquisando moradia e vagas de emprego em outros estados, para ver se valia a pena mudar. Alguns dias depois, André (Pimenta e Pepper) resolveu chutar o balde e foi para Fort Lauderdale (Flórida), em busca de emprego. Nikoly, Bartolo, Bonesi e Chico estudavam algum lugar para ir. E Rafael e Felipe, apesar da falta de emprego, não queriam sair de Breck, principalmente porque não estavam dispostos a gastar tanto dinheiro para se mudar. Cintia e eu continuávamos lá e não cogitávamos nos mudar, porque, naquela crise, ter emprego era tudo.
Mas, nossa situação não era boa como parece. Éramos 11, Anne saiu e nos tornamos 10, Mateus saiu e nos tornamos 9, André saiu e só restaram 8 roomates – e 6 deles não sabiam o que fazer da vida. O clima no BBBreck 1 (como nos chamávamos) era bom demais e era triste ver o roomies sendo “eliminados da casa”...
Aqui eu vou contar as histórias que vivi na "Ilha do Norte onde, não sei se por sorte ou por castigo, dei de parar. Por algum tempo, que afinal passou depressa, como tudo tem de passar.
Hoje eu me sinto como se ter ido fosse necessário para voltar. Tanto mais vivo de vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá" (Back in Bahia - Gilberto Gil)
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